
O Governo português criou um instrumento financeiro para assegurar que os investimentos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em baterias, hidrogénio, flexibilidade de rede e armazenamento possam ser executados até 2028/29, apesar de constrangimentos técnicos e na cadeia de abastecimento que dificultaram a implementação inicial. Esta medida surge no âmbito da reprogramação do PRR aprovada pelo Conselho, que reconheceu que várias medidas se tornaram inexequíveis devido a dificuldades técnicas e administrativas.
O novo mecanismo, gerido pela Agência para o Clima, dispõe de cerca de 415 milhões de euros e funciona como uma “válvula de segurança”: os projetos têm de ser contratualizados até agosto de 2026, mas a sua execução pode prolongar-se por até 24 meses após a assinatura dos contratos, permitindo cumprir os prazos ajustados até 2028/29.
Esta alteração visa garantir que os fundos europeus destinados a tecnologias estratégicas da transição energética não se percam, reforçando a aposta em soluções como baterias e hidrogénio para uma economia mais limpa e resiliente.
Fonte: Eco Sapo, 15 dezembro 2025
